História da Arte e Tecnologia
Profa. Gisela Belluzzo de Campos
Ampliação dos meios e suportes da arte: Pop Art, Minimal Art, Arte Conceitual, Fluxus, Hiperrealismo, Instalações. Arte contemporânea e tecnologia.
Durante um bom tempo considerou-se artísticas apenas aquelas obras que se expressavam pelos meios consagrados ou tradicionais: pintura, escultura e arquitetura. Embora já nos anos dez e vinte, sobretudo no Dadaísmo, no Futurismo, no Construtivismo russo e no Surrealismo, os artistas tenham buscado a utilização de outros meios para expressar suas idéias (e essa foi uma das razões desses movimentos terem sido considerados movimentos de vanguarda) foi na década de sessenta que a expansão dos meios artísticos realmente ocorreu como manifestação generalizada.
Vários fatores contribuíram para essa mudança. Vimos na apostila 1 (Arte e Tecnologia) que com a crescente industrialização, os produtos gerados em série sofrem crescente estetização e passam a competir com os objetos artísticos. Há também um progressivo desenvolvimento da tecnologia que provoca uma mudança substancial em todos os aspectos da sociedade. A chamada cultura de massas passa a ser uma realidade cada vez mais presente, chegando, na década de sessenta, a se afirmar enquanto fenômeno impossível de ser ignorado e que vai mudar, de modo irreversível, as relações artísticas e culturais da sociedade como um todo.
Giulio Carlo Argan argumenta que, na arte do pós-guerra ocorre uma crise do objeto de arte enquanto valor. O desenvolvimento tecnológico substituiu o objeto individual pelo produto anônimo, padronizado, repetido em séries ilimitadas, por essa razão fazer objetos deixa de ter sentido para o artista. Nas últimas décadas, esse desenvolvimento crescente fez com que se passasse da tecnologia dos produtos para a tecnologia dos circuitos, da informação. O produto já não é o fim, mas apenas um fator da gigantesca máquina de consumo.
O que realmente nos consome? O consumo dos objetos era lento, demorado, demorava o mesmo tempo que levava para ser feito. Às vêzes, o objeto durava mais que o sujeito.Hoje consumimos imagens. A coisa foi substituída por sua imagem. A imagem é frágil, se desgasta rapidamente e logo torna-se insuportavelmente batida. O consumo psicológico é muito mais rápido que o consumo objetivo: basta apresentar um novo tipo de produto e imediatamente o velho torna-se obsoleto, caduco. O que importa é a novidade, a notícia. Ao progressivo aprimoramento da imagem — que constituía o objetivo do desenho industrial — seguiu-se a pura e simples renovação da imagem.
A informação e a comunicação constituem o sistema nervoso da sociedade contemporânea. Mas elas são geridos por grupos de poder econômico e político e não pela sociedade. A exigência estética na sociedade de consumo se choca com a finalidade do sistema que é desestimular a tendência dos consumidores a formarem juízos de valor.
É nesse contexto que, segundo Argan, vai ocorrer uma crise na arte, enquanto criadora de objetos-modêlos para a sociedade. O produto anônimo, despersonalizado, padronizado, repetido em séries ilimitadas substitui o objeto individualizado e a obra de arte, que até então havia se caracterizado por um objeto único.
Depois da Segunda Guerra Mundial, a Europa desmantelada assiste ao êxodo em massa de sua elite intelectual e cultural: artistas, professores, cientistas, marchands e colecionadores de arte são recebidos nos EUA, país que enriquece com a guerra e ascende ao posto de grande potência mundial, tornando-se o país onde a cultura de massas vai se impor de forma mais ostensiva.
Soma-se a isso o fato de que os artistas norte-americanos passam a contribuir expressivamente para a vanguarda artística e com uma visão bem diferente dos europeus. Os EUA eram uma nação jovem, seu povo não tinha um passado ao qual se agarrar, era como uma nação adolescente que atinge sua maturidade, não sem problemas e sem crises, porém rica e próspera. Os artistas conservam as relações com a arte européia porém sem tanto apego às tradições.
Foi portanto nos EUA que surgiram os primeiros movimentos artísticos que vão retomar algumas propostas das vanguardas do início do século e promover a eliminação das fronteiras precisas da arte e a ampliação dos meios de expressão.
Pop Art (pop de popular) teve início na Inglaterra, no final da década de 50, mas se afirmou enquanto movimento nos EUA, na década de 60.
A Pop Art se inspira no design de consumo, na propaganda e dialoga com ela. Ela tem dois aspectos: por um lado, faz uma crítica à sociedade de consumo, nos forçando a um olhar mais atento para essas imagens que nos rodeiam de forma insistente e veloz. Por outro, ao mostrar-nos essas imagens tiradas de seu contexto e inseridas em um espaço próprio da arte, fazem um esforço profundo de análise e compreensão do ambiente da cidade. Também acabam por chamar nossa atenção para os valores plásticos dessas imagens, para a qualidade de execução e técnica, como se dissessem: prestem atenção, por trás dessa máquina gigantesca e anônima que move a sociedade de consumo há uma profusão de técnicos, artistas, projetistas, enfim, há equipes de pessoas altamente organizadas que trabalham em silêncio.
Precursores- Robert Rauschenberg e Jasper Johns também chamados de neo-dadaístas por utilizarem objetos do cotidiano em suas obras.
Rauschenberg constrói obras de arte partindo do refugo da civilização urbana. Cama (1955) é uma cama de verdade, desarrumada e suja, emporcalhada com tintas que aumentam a desagradável evidência da coisa apresentada como um quadro. Na verdade, é algo intermediário entre um quadro e uma cama; a pintura invade o espaço da existência, torna-se ambiente. É uma pintura-coisa que se liga às outras coisas e delas se apropria.
Johns tira o objeto de sua função e o repropõe como objeto avaliável apenas no plano estético, que é o que a sociedade de consumo faz. Trabalha com objetos emblemáticos da mentalidade média que são símbolos que já perderam seu significado efetivo, comoTrês Bandeiras (1958). O extremo requinte no acabamento atesta a inutilidade do artista numa sociedade prática e atarefada.O fenômeno estético torna-se indistinto dos outros fenômenos.
Os artistas da Pop Art
Claes Oldenburg- Amplia e exagera os objetos do cotidiano, evidenciando que eles estão presentes de modo ostensivo em nosso cotidiano, sobretudo os objetos ligados à comida — o artigo de consumo mais corrente. Se para Johns, a bandeira era o símbolo da coletividade americana, para Oldenburg esse símbolo é a comida, industrializada e padronizada: os hamburgers, os hot-dogs, os ice-creams que são diariamente consumidos por milhões de americanos. Os modelos não são propriamente as comidas, mas as publicidades, cujas imagens são consumidas antes dos objetos. Essas comidas plastificadas funcionam também como símbolos sociais.
George Segal reconstrói um ambiente com coisas reais inserindo uma pessoa em gesso branco, que parece um fantoche ou um fantasma. As coisas são mais importantes que as pessoas e as anula. A pessoa, o sujeito, é indistinto. O objeto torna-se coisa e o espaço individual é o espaço do ambiente. Sujeito e objeto passam a ter o mesmo valor.
Roy Lichtenstein dedicou-se a um dos principais canais da cultura de massa: os cartuns e as histórias em quadrinhos. O artista analisa a banalidade desse tipo de comunicação: isola uma tira, aumenta-a, estuda acuradamente os processos, inclusive tipográficos, que a tornaram comunicável em milhões de exemplares. Reproduzindo-os manualmente demonstra que esse processo de produção industrial é de absoluta correção, um modelo de perfeição tecnológica, que no entanto, já vem pronta e o consumidor é poupado de qualquer esforço.Transforma uma obra reprodutível em uma obra única.
Andy Warhol transfere imagens fotográficas para o silk-screen e depois as retoca. Analisa o processo de absorção e dissolução do novo na sociedade de consumo. Trabalha com a imagem gasta, já consumida, a imagem que já foi notícia. Estuda como essas imagens são digeridas no inconsciente, como se tornam obsoletas pela repetição: o acidente de carro, a cadeira elétrica, Marilyn Monroe e Che Guevara vistos no jornal, no cinema, por toda parte. Chama atenção sobre elas, para sua importância, que normalmente negligenciamos. Essa imagem é tão rápida que não temos tempo de refletir sobre ela, ela passa para o inconsciente sem passar pelo consciente. Warhol nos fez aceitar as imagens de consumo e colocou o design gráfico em um outro patamar — o patamar da arte.
Na raíz da Pop-Art encontra-se uma concepção não utópica da realidade, isto é, não há porque sonhar com um mundo melhor, o mundo é este que está aí.
Hiperrealismo ou Fotorealismo (EUA-1970) reproduz imagens fotográficas com precisão, empregando meticulosamente técnicas pictóricas, refazendo artesanalmente algo que a máquina faz num instante. Os pintores partem da fotografia usando cores saturadas e reproduzindo superfícies espelhadas e cromadas. O mais conhecido é Don Eddy. Os escultores usam materias sintéticos para reproduzir típicos personagens norte-americanos como a dona-de-casa no supermercado, turistas etc. O mais conhecido é Duane Hanson.
Minimal Art (EUA- década de 60) caracteriza-se principalmente por sua fisicalidade. São geralmente esculturas, algumas de grande porte, feitas com materiais industriais ou semi-industriais, com execução impecável, resultando em superfícies lisas, polidas, brilhantes, sem efeitos de texturas e sem nenhum apelo emocional. Os artistas minimalistas empregam elementos estandartizados que funcionam como módulos que constituem sistemas. Esse tipo de escultura é também chamada de estrutura primária, escultura elementar, arte redutiva, arte serial e arte modular.
O objetivo é realizar uma síntese de volume e cor, criando formas elementares capazes de se impor, como fatores de regeneração psicológica na paisagem ao mesmo tempo apinhada e desolada das megalópoles industriais. O artista trabalha com os materiais da propria realidade com o intuito de provocar a reflexão sobre essa realidade.
Os principais artistas da arte minimalista são: Donald Judd, Dan Flavin, Carl Andre, Sol Lewitt, M. Goeritz, Ronald Bladen.
Arte Conceitual (EUA- década de 60 e 70) coloca em xeque nossa definição de arte de forma radical, insistindo que é no salto imaginativo e não na execução que a arte reside. É uma arte onde o conceito proposto é mais importante que a execução da obra, na qual a idéia de arte e a arte são a mesma coisa. O artista conceitual não luta mais com a matéria e sim propõe idéias para fazer obras. Este tipo de arte independe das faculdades artesanais do artista, este fornece uma indicação e o observador é impulsionado a refletir e a usar sua imaginação. Utilizam meios diversos como a fotografia, o telefone, o corpo — o suporte não é um fim em si mesmo.
Uma e três cadeiras (1965) de Joseph Kosuth, combina em uma instalação, uma cadeira real, uma fotografia em tamanho natural e a definição de cadeira do dicionário.
Rauschenberg participou de uma exposição de retratos enviando um telegrama: "Este é um retrato de Iris Clert se eu digo que é".
Sol LeWitt- Dava indicações orais ou escritas para a confecção de seus Walls Drawings (Desenhos de paredes) por exemplo: "Linhas não curtas, não retas, cruzando-se e tocando-se". O desenhista que confeccionava a obra poderia criar qualquer desenho desde que seguisse essas condições. Algumas indicações permitiam várias interpretações. Os resultados eram desconhecidos do artista. Um procedimento semelhante era usado para criar suas obras tridimensionais, que LeWitt preferia chamar de estruturas. Em uma série ele criou todas as combinações possíveis com nove cubos vazados a partir de uma grade quadriculada composta com 324 quadrados.
A obra tridimensional de LeWitt é também considerada minimalista, pela economia de meios e por usar formas simples e moduladas.
Fluxus-(1962) O nome vem do latim flux e significa escoamento, com conotação de catarse e purgação. Segundo George Maciunas, idealizador do movimento: "Fluxus purga o mundo da loucura burguesa, da cultura intelectual, profissional e comercializada. Purga o mundo da arte morta, da imitação, da arte artificial, abstrata e matemática".
O movimento é internacionalista tendo ramificações em vários países da Europa, no Japão e nos Estados Unidos. Como o Dadá, Fluxus escapa a toda tentativa de definição ou categorização. Segundo Filiou é "antes de tudo um estado de espírito, um modo de vida impregnado de uma soberba liberdade de pensar, de expressar e de agir". Sua intenção é dissolver a arte no cotidiano.
Os artistas do Fluxus utilizam qualquer tipo de material e meio para suas ações artísticas: música, performance, gestos, objetos, jornais, cartazes, misturando o intelectual com o insignificante, o sábio com a banal, a piada e o rigor.
Um dos primeiros eventos do Fluxus foi um concerto em Wiesbaden no qual 5 "violinistas" que nunca haviam tocado violino antes improvisam e "compõem" durante 3 horas, "músicas anti-violinos".
Em 1960, o compositor La Monte Young criou a "composição musical" chamada Peça para piano para David Tudor nº 2, cuja indicação era:
"Abra o tampo do teclado sem fazer da operação nenhum som que seja audível. Tente tantas vêzes quanto quizer. A peça estará acabada, ou quando você obtiver sucesso, ou quando você decidir parar de tentar. Não é necessário explicar ao público. Quando a peça tiver terminado, simplesmente indique-o de uma forma habitual."
George Maciunas, La Monte Young, Joseph Beuys, Nam June Paik e Yoko Ono são alguns dos artistas mais importantes do Fluxus.
O sul-coreano Nam June Paik músico de formação, toma consciência da importância da televisão no nosso cotidiano e passa a se dedicar a todas as manifestações possíveis da imagem eletrônica: cria instalações nas quais as junções dos aparelhos se assemelham a robôs ou então une trezentos monitores difundindo gravações diferentes e evocando a bandeira francesa, etc. Posteriormente Paik tornou-se um pioneiro na arte do vídeo.
Além de trabalhar com a tevê, Paik realizou performances como por exemplo, a encenação da Composição 1960 # 10 para Bob Morris, de La Monte Young cuja instrução era "Desenhe uma linha reta e siga-a". Paik explorou a indicação realizando uma performance que ele chamou de Zen para a cabeça, colocando no palco um longo rolo de papel e um grande recepiente contendo tinta e suco de tomate no qual mergulhava a cabeça, mãos, pescoço e corpo para traçar a trilha ao longo do comprimento do papel.
Em 1964, Yoko Ono encenou Cut Piece em Kioto, uma performance na qual o público era convidado a cortar pedaços de sua roupa. A performance gerou uma extrema tensão física e emocional na platéia.
Com a expansão dos meios há também uma expansão dos espaços destinados a criar e exibir arte. Outras manifestações que ocorrem a partir dos anos sessenta são: a Land-Art (EUA-década de 70) que opera diretamente sobre a paisagem, como o artista Christo que envolve em plástico, monumentos e trechos de paisagens, criando um estado de curiosidade em relações a aspectos ambientais que haviam se tornado desinteressantes, costumeiros. A Body-Art (EUA década de 70) que trabalha sobre o próprio corpo numa tentativa de buscar o reencontro da relação única e individual do homem com o ambiente. Os Happenings (década de 50 e 60) que são encenações de ações que subvertem as relações habituais do objeto artístico, envolvendo o ambiente e requerindo a participação do público, as Performances nas quais o artista encena uma atividade artística perante o público, a Arte Postal, (década de 70) na qual os artistas enviam obras e trocam idéias pelo correio ou pelo fax, tornando-se independentes em relação ao mercado de arte representado pelas galerias e museus e permitindo um fluxo enorme e democrático de idéias artísticas.
Outra prática artística que se generalizou a partir dos anos sessenta, foram as Instalações que são "obras" que vão além do objeto, incorporam o espaço em torno e requerem a participação ativa do espectador dentro desse espaço.
Pós-modernidade- A partir dos anos sessenta, podemos dizer que a arte entra na era da pós-modernidade. A dicussão da pós-modernidade é polêmica, mas em linhas gerais, podemos dizer que ela é uma reação ao modernismo das primeiras décadas do século XX no que diz respeito à procura incessante do novo e à limpeza e racionalidade exageradas das formas geométricas e das cores puras.
No pós-modernismo há uma revisão e uma reabilitação da história da arte e uma aceitação de formas híbridas de arte — mistura do velho e o novo, mistura do banal com o artístico, mistura de vários meios e materiais.
A arte da pós-modernidade ou contemporânea também se revela menos utópica e menos ilusionista, isto é, procura refletir sobre as diversas questões que cercam o homem na sociedade contemporânea sem buscar um ideal ou uma verdade única. Por essa razão, não há um estilo ou um meio que se destaque mais que o outro, há, ao contrário, uma profusão de artistas trabalhando com idéias e temas diversos, o que levou alguns críticos a chamar a arte de nossa época de Pluralista.
Arte Contemporânea e Tecnologia- Os artistas atuais incorporam os novos meios tecnológicos de modos diversos, mas em geral, para criar reflexões sobre a percepção, sobre o tempo e espaço e para estabelecer relações que meios mais estáticos ou congelados no tempo e menos realistas (como a pintura e a escultura) dificilmente permitiriam.
A francesa Orlan trabalha com o que ela denomina Carnal Art: grava intervenções cirúrgicas que, geralmente, ela mesma sofre realizando "auto-retratos" em seu sentido clássico porém explorando as possibilidades tecnológicas e percepção ampliada que os novos meios possibilitam:
"Posso observar meu próprio corpo sendo aberto sem sofrimento algum! Posso me ver até onde estão minhas vísceras, um novo estágio de contemplação. Posso ver o coração do meu amante e seu desenho esplêndido não tem nada de parecido com o símbolo geralmente usado. Meu amor, amo seu baço, seu fígado, adoro seu pâncreas e a linha de seu fêmur me excita"
Segundo a artista, Carnal Art não é contra a cirurgia estética, mas contra os padrões que a cercam, particularmente em relação ao corpo feminino. É contra convenções que exercem inibições no corpo humano e no trabalho artístico. É uma arte antiformalista e anticonformista.
Em 1997, São Paulo assistiu a 15 vídeos da artista chamados Onipresence (de 8 min) e Operation (2 horas).
O artista norte-americano Gary Hill cria instalações com vídeo por considerar o meio mais adequada para passar suas idéias. Conforme descreve Bernardo Carvalho, em um de seus trabalhos Tall ships (Veleiros), o espectador entrava num corredor escuro e conforme seus olhos se acostumavam com a penumbra, via vultos a sua volta caminhando em sua direção. A ilusão perturbadora dessa proximidade difusa fazia com que o espectador estabelecesse uma relação especular, sem entender a princípio se aquelas imagens eram reflexos de si mesmo ou de outras pessoas reais, outros espectadores que talvez estivessem na sala, ao lado.
O trabalho com a percepção do corpo é recorrente na obra de Gary Hill, que pretende abalar fronteiras previamente estabelecidas entre o eu e o outro, o interior e o exterior, o subjetivo e o objetivo.
Bibliografia
ARGAN, G.C. Arte Moderna, São Paulo: Companhia das Letras, 1993
SANDLER, Irving. Les années soixante, Paris: Carré,1990
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